“Paínho! Paínho! Paínhôô! Ó lá o aviÃo. Zumzumzumzumzum”. Os cabelo branco de tão loiro e a pele de jambo de tanto sol do menininho-baianinho do banco de trás do ônibus gargalhava com a metrópole. Os olhos esperançosos sussurravam. “Ahhh. Aqui todo dia eu vou ver um montão de aviÕes.
Engraçado. Eu também pensava isso.
***
As luzes da cidade X do outro lado da estrada. Embaçadas. Misto de laranja com o negror do céu. Carros. Sombras de árvore. Eu.
Eu. Luz em degradê. Mãos reveladas. O resto do corpo envolto pela escuridão do ônibus. Descontinuadamente.
Satisfação com o hoje. Fome de futuro.
As luzes da cidade X do outro lado da estrada. Embaçadas. Misto de laranja com o negror do céu. Carros. Sombras de árvore. Eu.
Eu. Luz em degradê. Mãos reveladas. O resto do corpo envolto pela escuridão do ônibus. Descontinuadamente.
Satisfação com o hoje. Fome de futuro.
***
Céu estrelado. Estrelinha piscando sozinha no enquadramento da porta da sacada. . Ponta de pé. Braços esticados. Queria tocar o céu.
Brisa suave. Suave perfume de sabonete no escritório. Vontade de continuar ali. Parada. Sustentada pela almofada vermelha. Horas de sono multiplicadas. Que sonho. O primeiros minutos da quinta já badalam.
***
Pés havaianados. Cachos feitos em edifício, soltos ao vento. Cabeça mergulhada no Nada. Flocos de algodão mergulhados no infinito azul. Envoltos no sonolento sol. Sorvete de morango com chocolate.
Céu estrelado. Estrelinha piscando sozinha no enquadramento da porta da sacada. . Ponta de pé. Braços esticados. Queria tocar o céu.
Brisa suave. Suave perfume de sabonete no escritório. Vontade de continuar ali. Parada. Sustentada pela almofada vermelha. Horas de sono multiplicadas. Que sonho. O primeiros minutos da quinta já badalam.
***
Pés havaianados. Cachos feitos em edifício, soltos ao vento. Cabeça mergulhada no Nada. Flocos de algodão mergulhados no infinito azul. Envoltos no sonolento sol. Sorvete de morango com chocolate.
Estar só é ser sozinho?



