quarta-feira, agosto 30, 2006

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A delicada música embala. O frio aquece. Quando dei por mim estava assim. Sem tempestades. Sem ventanias. Sem furacões em copos de papel.
Antes. Tomada pela Paz. Embriagada pelo Amor. Pois descobri o sentido de mim em Você. Descobri em Você o meu rumo. O meu norte. A minha Paz. O meu Amor.
Há tempos andava assim. Correndo de um lado para outro. Freneticamente. Por vezes, na contramão. Sem ter para onde ir. Corria.
Ah. Mas, aí. Aí, Você apareceu. E, me envolveu preencheu completou norteou.
Tomada pela Paz. Embriagada pelo Amor. Eu vou. Sigo. Ando. Canto. Vivo.
Tudo faz sentido. As notas. Os compassos. As folhas.
Tudo expressa a Sua essência. Tudo aponta que sou foco do Seu amor.
E eu ando. E eu vivo. E eu sou. Tomada pela paz. Embriagada pelo Amor. A delicada música embala. O frio aquece. E, em Você, eu vivo.
***
Só queria ser mais profunda. Queria deixar que em meus dedos escorresse aquilo que dança aqui dentro. Aquilo que me inunda de tal forma, que...
***
Trust in the Lord with all your heart Lean not on your own understanding In all of your ways acknowledge Him And He will make your paths straight Don't worry about about tomorrow He's got it under control Just trust in the Lord with all of your heart And He will carry you through Lord, sometimes it gets so tough To keep my eyes on You When things are going rough But then I turn my eyes up to the sky And I hear Your voice it says to me You have much trouble in this world I have overcome
Trust - Sixpence None the Richer - The Best Of Sixpence None the Richer

sábado, agosto 26, 2006

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Sem sentido
- é isto que isso aqui está virando.
Desde quinta, quando o tédio de escrever um "release-inho" qualquer inundou minhas pálpebras e dedos, tornei a este espaço. E, tornei a banalizar meu relacionamento com as palavras.
As coisas já não estão mais fazendo sentido neste blog. Tudo está tão superficial. E, ao invés de eu. O que encontro aqui, é um euzinho meio bobo. Que se satisfaz com palavras desprovidas de mágica.
Perdi. Minha leveza. Meu carinho com as palavras. Aquele olhar sonhador com o mundo.
Enchi minha cabeça de simbolos. De formalismos. De criticidades. Me envolvi demais com a realidade. E, me esqueci da bonita realidade que povoa mentes e corações, e que nos leva a contemplar horizontes melhores.
Virei uma perfeita maquininha de fazer textos. Mortos. Sem mágica. Sem doçura. Textos desprovidos da matéria etérea dos sonhos.
Perdi o encantamento com que uma criança olha para a roda gigante colorida lá longe a dançar com o cair da noite. Perdi o encantamento da pessoa que fica descalça na grama só a pensar nas nuvens. Perdi o encantamento da pessoa que olha pro espelho e se admira com a luz. Perdi o encatamento da pessoa que olha para as palavras e vê a beleza do mundo...Perdi.

sexta-feira, agosto 25, 2006

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As vezes a gente cansa de esperar. O futuro nos espera. Mas, esperar por ele...Dá uma preguiça.
Estou com preguiça do futuro. Tá. Isso não é comum na minha rotina. Mas, hoje...
É que eu queria saber, sabe?
O que vou ser quando crescer?
Continuarei usando casaquinhos-moletom-com-capuz-azul-bebê que esquenta bastante? E, blusinhas-basiquinhas-de-malha-brancas que dão frio? (Tá bom que essa dupla hoje está me irritando - póe casaco.calor.tira. frio - que coisa!)
Darei tanta risada? Ou esboçarei sorrisinhos corteses de miss?
Andarei descalça? Sonharei ir de havaianas para o trabalho (poxa, essa seria uma boa ideia)? OU andarei de scarpan pra lá e pra cá?
Ouvirei só música clássica? nada de rock?
terei uma alimentação mais saudável? Nada de trakinas, pimenta e halls preto?
Assistirei só o discovery channel? Nada de glub glub?
Lerei mais jornais - quem sabe os aocnselhados três - ?
No trabalho, apenas me dedicarei aos artigos/matérias/sei lá mais o que e nada de divagações para blogs?

Quem "serei" eu quando crescer???

quinta-feira, agosto 24, 2006

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Breve susto. A senha, antes tão fácil nas pontas dos dedos, parecia ter voado com o tempo. Um leve frio na barriga. E.
Pois é. Isso que dá. Longos dias longe desta página. Longos dias sem ao menos checar comentarios, rascunhos. Longos felizes dias.
Quero ser escritora. Acho que isso todos vocês sabem. (Vocês? Falo eu como se estivesse diante de uma platéia. Santa ingenuidade.)
Mas, quero ser escritora. Um dia. Quem sabe.
Quem sabe um dia o texto jornalístico com lead, aspas e imparcialidade, vire apenas uma pequena parte de mim, e aquele outro texto belo, sorridente, singelo, vire o eu. Ou a parte toda de mim.
Texto confuso, não?
Eu sei. Um turbilhão se processa frenetivamente sob este vasto couro cabeludo. As palavras vêm. E, estes meus dedos sem esmalte (a falta de tempo, ou preguiça, para fazer unha é terrivel) não têm outra alternativa a não ser escrever, escrever....compulsivamente. Escravos!
Meus dedos são escravos dos meus pensamentos. São merinha massa de manobra.
Escravos? Massa de manobra? meu, o que este texto está virando?