quarta-feira, abril 26, 2006

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A vida passa. Os sonhos vêm. A realidade alegra. A realidade assusta. E, o vento me leva para onde ele quer.
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A tela pisca. A música embala pensamentos e pé. A criticidade deve ser expurgada. Uma coisa é a vida academica, outra é a realidade. Umacoisa é a utopia, outra são os interesse escusos que grassam na sociedade. Vida. Vida.
Os fins justificam os meios ou os meios justificam os fins?
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Em tempos de crises políticas, como a que assolou o País no ano passado, o discurso falacioso de que “todo político é ladrão” envolve mentes e corações. O povo sentindo-se enganado e desamparado, perde, paulatinamente, o interesse por discussões políticas. Parece que em um País tão desigual, os ganhos da democracia apenas são delegados a umas poucas cabeças poderosas. A esperança de um Brasil melhor se esvai.

De fato, as origens da política remetem aos interesse de algumas classes específicas. Suas raízes na Grécia Antiga apontam principalmente para a preocupação de administrar as cidades-estados, sendo a maneira de cuidar do bem público modelada segundo as visões de mundo de cada sociedade.

Em Esparta, uma das mais poderosas cidades gregas, a ênfase recaía sobre os aspectos militares. Formar bons soldados era a principal meta dos governos. Apesar das mulheres não serem marginalizadas, deficientes físicos eram destinados á morte.

Já em Atenas o enfoque era uma administração que buscasse contemplar outras dimensões do índividuo, como a arte, a música, a literatura dentre outros aspectos. Entretanto, apesar de berço da democracia, nesta cidade-estado apenas homens nascidos em Atenas, e filhos de pais atenienses alcançavam o título de cidadãos. Mulheres, estrangeiros, escravos dentre outros, ficavam de fora deste “governo de muitos”.

Nos dias de hoje, entendemos democracia (do grego demos, "povo", e kratos, "autoridade") como uma forma de organização política que reconhece a cada um dos membros da comunidade o direito de participar da direção e gestão dos assuntos públicos. É conisderada o "governo da maioria", contudo, sem oprimir a minoria.

Dada a complexidade das sociedades nos países democráticos, é comum o exercício da democracia por meio de um sistema indireto ou representativo. Os cidadãos elegem representantes, cuja participação nas diversas instituições governamentais garantem a defesa de seus interesses, desde que sejam coerentes com a Declaração dos Direitos Humanos.

Entretanto, é certo que entre a teoria e a prática existe um grande abismo. Não é sempre que os políticos agem a serviço da cidadania, ou balizados pela vontade da maioria. Por ser um sistema humano, a democracia é sujeita a falhas.

Os rumos da democracia são determinados pela forma que os cidadãos encaram esses desvios. Se decidirem desistir, e caírem em um niilismo passivo, talvez de fato este regime esteja fadado á ruína. Contudo, se o povo optar pelas veredas da luta e da reflexão, a construção de um mundo mais justo será mais possível.

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Pensamentos publicados apenas quando já não pertubam mais:

E estou assim. Olhos doendo de tanto sono. Cabeça cheia de tantas responsabilidades. Criatividade aparentemente minada. Planos não muito em real. Vontade de gritar. E pensar. E pensar. E pensar. E sonhar e sonhar e sonhar. E não se importar com patadas. E ser menos neurótica com o caos. E ser menos melodramática. E escrever melhor. E ser melhor jornalista. E ter menos sono. E ser mais responsável. E...

domingo, abril 16, 2006

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Ele não era bonito, nem simpático, nem tinha beleza alguma que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse. Ele foi desprezado e rejeitado por todos; Ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para Ele e o desprezávamos.
No entanto, era nosso sofrimento que Ele estava carregando, era a nossa dor que Ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo.
Porém, Ele estava sofrendo por causa de nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que Ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que Ele recebeu.
Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas, o Senhor castigou o seu Servo; fez com que Ele sofresse o castigo que nós merecíamos. Ele foi maltratado, mas agüentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam sua lã.
Foi preso, condenado e levado para ser morto, e ninguém se importou com o que ia acontecer com Ele. Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo.
Foi enterrado ao lado de criminosos, sepultado com os ricos, embora nunca tivesse cometido crime nenhum, nem tivesse dito uma só mentira.
O Senhor Deus diz: “ Eu quis maltratá-lo, quis fazê-lo sofrer. Ele ofereceu sua vida como sacrifício para tirar pecados . Ele fará com que meu plano dê certo.
Depois de tanto sofrimento, Ele será feliz, Ele ficará completamente satisfeito. O meu servo não tem pecado, mas Ele sofrerá o castigo que muitos merecem, e assim os pecados deles serão perdoados.
Por isso eu lhe darei um lugar de honra, Ele merecerá a sua recompensa. Pois Ele deu a sua própria vida e foi tratado com criminoso. Ele levou a culpa do pecado de muitos e orou pedindo que fossem perdoados.

Isaías 53, escrito em 700 a.C. (na Linguagem de Hoje)


Fotos do teatro de Páscoa!!!